Uma lua de inverno

Uma lua de inverno

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

As cinzas do ano velho



Dizem que o ano novo só começa no Brasil quando termina o Carnaval. Deve ser por isso que só hoje, quarta-feira de cinzas e ao olhar o meu último post neste blog, é que me dei conta que meu motor ainda funciona como se eu estivesse em 2007. Na verdade, a rotina de trabalho diário - cuja jornada leva de 13-14 horas por dia - não me deixou olhar pela janela e perceber que um novo ano chegara e que era hora de promessas, pactos e correções de rotas.
Nada disso ocupou minha mente. De fato, aspectos da minha vida se beneficiam do fato de eu não dispor de tempo. Assim, algumas indecisões e problemas de outra ordem se acumulam numa gaveta, cujo conteúdo prefiro não olhar.
Mas, 2008 está aí. E não é totalmente verdade que eu desconheça que o calendário virou. Afinal, a chuva de janeiro sempre anuncia que o inverno amazônico chegou. O cupuaçu e o bacuri em ofertas nas feiras também...cito só algumas das coisas que mais gosto: chuva, cupuaçu e bacuri. Este último então, manjar dos deuses, devoro doidamente e salivo só em pensar no fruto.
Então, me dou conta que é preciso recomeçar. De certa forma, pouco a vontade, confesso. Contudo, a bola da vez é a saúde, vou tentar começar o ano por ela, que ainda frágil. Meu corpo já nem fala mais, ele grita.
Vamos lá, ano novo...minha alma pede os versos de Johnny Alf em "Eu e a Brisa":
"...E depois que a tarde nos trouxesse a lua
Se o amor chegasse eu não resistiria
E a madrugada acalentaria a nossa paz
Fica, oh, brisa fica, pois talvez quem sabe
O inesperado faça uma surpresa
E traga alguém que queira te escutar
E junto a mim queira ficar..."

Um comentário:

Mayara Luma Maia disse...

Oi Ana! adorei o texto. acho que agente já tá até acostumado a ser consumido por tudo e esquecer que existe vida lá fora. ehehe

"Existe, não nego. Vivo quando puder"

hahahahahahhaa.

um beijo!

ah, sou a namorada do guto, só pra saberes.